Esquecimentos frequentes: estresse, envelhecimento ou início de Alzheimer?
Você anda esquecendo nomes, compromissos ou onde deixou as chaves com frequência? Essa situação é comum e, muitas vezes, gera preocupação: será apenas estresse, algo normal da idade ou um sinal de alerta para doenças como o Alzheimer?
Neste artigo, você vai entender os motivos mais comuns para os esquecimentos frequentes, quando eles são considerados normais e quando é hora de procurar um neurologista para avaliação mais aprofundada.
Esquecer de vez em quando é normal?
Sim. Esquecimentos pontuais fazem parte da vida e podem ocorrer com qualquer pessoa, especialmente em momentos de cansaço, distração ou sobrecarga emocional. Esses lapsos de memória geralmente não comprometem a rotina e são recuperados após algum tempo.
Por outro lado, quando os esquecimentos passam a ser constantes, atrapalham atividades diárias ou são percebidos por pessoas próximas, é importante ficar atento.
Estresse e ansiedade: vilões da memória
A saúde mental influencia diretamente a memória. O estresse crônico e a ansiedade aumentam os níveis de cortisol, um hormônio que, em excesso, afeta regiões do cérebro responsáveis pela atenção e pela consolidação de informações.
Sintomas como:
- Dificuldade de concentração
- Sensação de "mente vazia"
- Sono de má qualidade
- Irritabilidade
Podem indicar que os esquecimentos estão relacionados ao emocional, e não necessariamente a doenças neurológicas.
Esquecimentos e envelhecimento: o que é esperado?
Com o passar dos anos, é natural que o cérebro fique um pouco mais lento para processar e recuperar informações. Esse tipo de esquecimento relacionado à idade é chamado de comprometimento cognitivo leve (CCL) e não significa, obrigatoriamente, que haverá progressão para demência.
No envelhecimento saudável, é comum esquecer nomes ou datas, mas a pessoa geralmente lembra depois e mantém sua autonomia e raciocínio preservados.
Quando o esquecimento pode ser sinal de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva e seus sintomas costumam surgir de forma sutil. Os sinais iniciais de Alzheimer incluem:
- Esquecimentos frequentes e repetitivos, principalmente de fatos recentes
- Dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia
- Confusão com horários, datas ou lugares
- Problemas de linguagem ou para encontrar palavras
- Alterações de humor, comportamento ou julgamento
- Repetição de perguntas ou frases
Se esses sintomas forem notados com frequência, é essencial buscar avaliação com um neurologista especialista em memória.
Diagnóstico: como diferenciar?
O diagnóstico é feito a partir de uma avaliação clínica neurológica, testes cognitivos e, em alguns casos, exames de imagem como ressonância magnética e exames laboratoriais. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de intervenção precoce e controle dos sintomas.
O que fazer diante de esquecimentos frequentes?
Se você ou alguém próximo está enfrentando falhas de memória recorrentes, o ideal é:
- Observar a frequência e o impacto na rotina
- Buscar avaliação com um neurologista
- Adotar hábitos saudáveis para o cérebro, como:
- Alimentação equilibrada
- Sono de qualidade
- Atividade física regular
- Estímulo cognitivo (leitura, jogos, estudos)
- Controle do estresse
Esquecimentos constantes podem ter várias causas — nem sempre são Alzheimer, mas merecem atenção. Agende uma consulta com um neurologista de sua confiança e cuide da sua saúde cerebral com responsabilidade.
26 de Maio de 2025
